quinta-feira, 3 de maio de 2012
quarta-feira, 2 de maio de 2012
O TEXTO E A IMAGEM
No
âmbito da articulação do Departamento de Expressões e do Departamento de Línguas
(Português) e dando cumprimento ao Plano Anual de Atividades do Agrupamento, os
alunos leram e analisaram o conto " Saga" de Sofia de Melo Breyner Andresen, nas aulas de
Língua Portuguesa e, a partir de um excerto do mesmo, fizeram uma representação
expressiva nas aulas de Educação Visual. Para tal, podiam utilizar suportes, materiais
e técnicas diversificadas.
"O mar Norte, verde e cinzento, rodeava Vig, a ilha, e as
espumas varriam os rochedos escuros. Havia nesse começo de tarde um vaivém
incessante de aves marítimas, as águas engrossavam devagar, as nuvens
empurradas pelo vento sul acorriam e Hans viu que se estava formando a tempestade.
Mas ele não temia a tempestade e, com os fatos inchados de vento, caminhou até
ao extremo do promontório."
in Sofia de
Melo Breyner Andresen, Histórias da Terra e do Mar, 1972
Poderás ver os resultados expostos, a partir do dia 22
de Maio, no bloco principal do edifício da Escola Ana de Castro Osório e mais
tarde na biblioteca escolar do mesmo edifício.
Como
vês nesta pequena mostra a imaginação e a criatividade imperaram!!
A todos, o nosso obrigado!
As Coordenadoras:
Dulce Paixão
Elisabete Nabais da
Cruz
VIDEO RESUMO DE "SAGA"
Agora Comentas Tu
Os trabalhos que fizeste no âmbito da atividade "Agora Comentas Tu" também já estão expostos na Biblioteca da ACO. Os seus dinamizadores foram os professores da disciplina de Ciências Naturais.
TEXTOS DE ALUNOS
A docente de Língua Portuguesa, Dulce Paixão, numa sessão de "Oficina de Escrita", em contexto sala de aula, sugeriu aos alunos que estes produzissem contos populares. Selecionou dois, que vão ser aqui publicados. O poema " Liberdade" foi realizado no âmbito das comomerações do 25 de abril.
terça-feira, 1 de maio de 2012
TEXTO 7º K
A
foto de Samuel Aranda, tirada dentro de uma mesquita utilizada como hospital
durante os confrontos entre polícia e manifestantes contrários ao regime do
presidente Ali Abdullah Saleh, serviu de retrato simbólico da Primavera Árabe
que inundou o Médio Oriente no ano passado, de acordo com o comunicado
publicado pelo júri do prémio. "É uma fotografia que fala em nome de toda
uma região. Representa o Iémen, o Egito, a Tunísia, a Líbia, a Síria, por tudo
o que aconteceu n Primavera Árabe. Mas mostra um lado privado, íntimo, do que
se passou. E mostra o papel que as mulheres tiveram, não apenas como
prestadoras de cuidados, mas como pessoas ativas no movimento", escreveu
Koyo Kouoh, um dos elementos do júri.
A Ana Rita Matos, aluna do
7ºH, refletiu sobre o cenário que a imagem mostra e apresentou, de forma
sucinta, a sua opinião sobre a situação em que se encontram as pessoas
retratadas e as emoções que poderão estar a sentir naquele momento
Acho que esta imagem demonstra claramente que,
mesmo durante a guerra e no meio de tanta desgraça, há sempre espaço para o
carinho entre as pessoas.
Nesta imagem, vemos um homem ferido devido à guerra
e também uma mulher a tentar confortá-lo. Talvez uma enfermeira, mas mesmo que
seja só isso, uma enfermeira, nota-se que sente um enorme carinho por aquele
homem que está a agarrar. Deve sentir uma enorme tristeza por ver alguém que
parece tanto amar, partir.
E esse homem ferido, por mais experiências que a
vida lhe possa ter trazido, saberá sempre que houve alguém, neste enorme
planeta, que o amou.
sexta-feira, 27 de abril de 2012
25 de Abril - Trabalhos dos alunos na disciplina de E.M.R.C.
Estes foram os trabalhos lindíssimos que os alunos realizaram na disciplina de E.M.R.C., tendo como ponto de partida a importância da LIBERDADE. Parabéns ao professor Luís Almeida e a aos seus alunos!
terça-feira, 24 de abril de 2012
Comemoração do Dia Mundial do Livro
No dia 23 de abril, festejámos o Dia Mundial do Livro com a realização do "Concurso Descobre o Livro", dirigido ao 1º e 3º ciclo, tendo os alunos de descobrir o nome dos livros "espalhados" pela escola através de pistas alusivas a vários aspetos dos mesmos. O Professor Luís Almeida apresentou, também, "o seu livro mais bonito" a algumas turmas do 1º ciclo.
A professora Graça Albuquerque, com a colaboração de alguns alunos do 7º H, elaborou uma exposição com várias sugestões de leitura para os alunos do 1º ciclo, desafiando-os a indicarem o que consideram o "livro mais lindo".
Projeto "Conta-me Uma História" - história "O Nabo Gigante" de Alexis Tolstoi e Niamh Sharkey
No início do mês de abril, os alunos do 1º E, F e 2º A, assitiram a uma dramatização da História "O Nabo Gigante". Os alunos mostraram-se muito interessados e participativos.
quinta-feira, 19 de abril de 2012
Concurso "Descobre o Livro"
A 23 de Abril celebra-se o Dia Mundial do Livro e dos Direitos de Autor. Foi a UNESCO que, em 1995, instituiu o Dia Mundial do Livro. A data serve ainda para chamar a atenção para a importância do livro como bem cultural, essencial para o desenvolvimento da literacia e do desenvolvimento.
A biblioteca escolar decidiu comemorar este dia promovendo o concurso "Descobre o Livro", que consiste em fornecer algumas informações sobre livros e autores. Para concorreres, basta que descubras de que livro se trata. Dirige-te à biblioteca e participa!
quarta-feira, 18 de abril de 2012
terça-feira, 17 de abril de 2012
AUTOR DO MÊS
Quase um auto-retrato
Aos vinte e poucos anos escrevi: “meu
poema rimou com a minha vida”. Era ainda muito cedo, não sei sequer se é
verdade, embora muitas coisas me tivessem já acontecido: amores, partidas,
guerra, revoltas, "prisões baixas". O que mais tarde me levaria a
dizer: "biografia a mais". Muito antes, lá pelos vinte, tinha lido
uma frase de André Gide que me impressionou. Dizia ele: "a análise
psicológica deixou de me interessar desde o dia em que cheguei à conclusão de
que cada um é o que imagina que é." Até que ponto sou o que me imaginei
ser? Se soubesse pintar (mas não sei) faria o meu auto-retrato a olhar para
ontem, ou para dentro, ou para outro lado. Distraído-concentrado,
presente-ausente, um não sei quê.
Acusam-me de altivez e narcisismo. É sobretudo
reserva, timidez e uma incapacidade física de praticar uma certa forma
portuguesa de hipocrisia e compadrio. Ou talvez um tique que herdei de família:
levantar a cabeça, olhar a direito.
Tenho desde pequeno a obsessão da morte. Não o medo,
mas a consciência aguda e permanente, sentida e vivida com todo o meu ser, de
que tudo é transitório e efémero e não há outra eternidade senão a do momento
que passa. Talvez por isso seja um homem de paixões. Mas não vivi nunca
póstumo, nem me construí literariamente. Sei que nenhum verso vence a morte. E
não acredito sequer na literatura.
Na poesia, sim. Mas como ritmo, como música interior,
canto e encanto, incantação, exorcismo, uma forma de relação mágica com o
mundo. A um professor brasileiro que trabalhava numa tese sobre mim, respondi:
"Escrita e vida são inseparáveis. Embora eu entenda a poesia como
experiência mágica, algo que está aquém e além da literatura."
Penso, como Teixeira de Pascoais, que "o ritmo é
a substância das cousas" e que "a poesia nasceu da dança."
Talvez por isso eu goste de flamenco, a música e a dança que estão mais perto
do ritmo primordial, da batida do coração e da própria pulsação da terra. Gosto
de flamenco e de um certo tipo de fado e dos tangos de Francisco Canaro. E
também de Bach e Mozart. Pelas mesmas razões: o ritmo. E da poesia de Lorca
que, ao contrário de ideias feitas, nada tem de folclórico ou regionalista,
antes se aproxima das energias primitivas e essenciais e é quase, como diria
ainda o autor de Marânus, "um bailado de palavras."
Não sei se, como queria Rimbaud, consegui fazer
"coincidir a essência da poesia com a existência do poema." Cantei,
canto. Demanda, errância. Não há senão esse procurar. Na vida, na escrita.
Quando faço aquilo de que gosto, faço-o intensamente. A pesca, por exemplo. Ou
a viagem. Ou a partilha: um bom jantar em família com alguns amigos, uma
reunião conspirativa, a camaradagem na nunca perdida ilusão de que a revolução
ainda é necessária e possível.
Diria que é outra forma de escrita. Intensa, densa,
tensa. Como o amor. E talvez a morte.
Herdei de minha mãe uma certa energia, o gosto da
intervenção. De meu pai, o desprendimento, uma irresistível e por vezes
perigosa tendência para o desinteresse. Inclusivamente pelos bens materiais.
Não é por acaso que só me prendo realmente ao que poderia chamar as minhas
armas: espingardas propriamente ditas, "gostei muito de caçar", canas
de pesca, carretos, canetas, livros (alguns livros), discos. Os grandes
espaços: o deserto, o Atlântico, o Alentejo. E sítios. Certas cidades. Outrora
agora: Coimbra, Paris, Roma, Veneza, Lisboa. Certos lugares: o Largo do
Botaréu, em Águeda, o rio, a ria (de Aveiro), Barra, Costa Nova. Mais
recentemente: Foz do Arelho, Barragem de Santa Clara. Certos recantos: a minha
casa de Águeda, o solar, já perdido, da minha avó, em S. Pedro do Sul, as casas
da minha tia e meus primos na Anadia, a casa de Sophia, a minha casa em Lisboa.
A minha mulher, os meus filhos, a minha irmã, os meus amigos. Uma grande
saudade dos que morreram, principalmente de meu pai, a quem, por pudor e
reserva (somos parecidos), nunca cheguei a dizer em vida o que gostaria de lhe
dizer aqui.
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